Escolas que querem oferecer ensino em tempo integral devem se
cadastrar no Simec. Já as 32 mil unidades escolares que estão no
programa precisam confirmar a readesão
Foi prorrogado até o dia 31 de maio o prazo para escolas públicas
aderirem ao Programa Mais Educação, que promove a oferta educativa por
meio de atividades optativas. A adesão é feita por meio do Sistema
Integrado de Monitoramento e Controle (Simec) do Ministério da Educação
(MEC). As 32 mil escolas já participantes também devem se recadastrar
até 31 de maio.
Estima-se que, das 13 mil novas instituições de ensino que vão
aderir este ano, cinco mil estejam em áreas rurais. No ano passado, das
32 mil escolas cadastradas, 9 mil eram do campo. A meta do governo
federal é chegar a 45 mil escolas até o final do ano e a 60 mil em 2014.
As escolas das redes públicas estaduais, municipais e do Distrito
Federal que participam do Mais Educação recebem mais recursos para
oferecerem atividades em tempo integral. A adesão implica a escolha de
até cinco atividades existentes em dez macrocampos do programa.
Entre as alternativas de atividades complementares estão ações
ligadas ao acompanhamento pedagógico, educação ambiental , esporte e
lazer, direitos humanos em educação, cultura e artes, cultura digital,
comunicação e uso de mídias, prevenção e promoção da saúde, educação
científica e educação econômica e investigação no campo das ciências da
natureza.
A expansão da educação integral é prioridade para o governo
federal, diz o diretor do Departamento de Condicionalidades do MDS,
Daniel Ximenes. “Por isso, é fundamental garantir mais adesão ao
programa entre as escolas com maioria de alunos em situação de pobreza e
extrema pobreza e que estejam incluídos no Bolsa Família."
Mais Educação
Criado em 2008, o Mais Educação tem como objetivo aumentar a oferta
educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas. A área
de atuação do programa foi demarcada inicialmente para atender, em
caráter prioritário, as escolas que apresentam baixo Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), situadas em capitais e
regiões metropolitanas.
O programa tem como base estudos desenvolvidos pelo Fundo das
Nações Unidas para a Infância (Unicef) e utiliza os resultados da Prova
Brasil. Nesses estudos, destacou-se o uso do Índice de Efeito Escola
(IEE), indicador do impacto que a escola pode ter na vida e no
aprendizado do estudante, cruzando informações socioeconômicas da cidade
onde a escola está localizada.
Para o desenvolvimento de cada atividade, o governo federal repassa
recursos para ressarcimento de monitores, materiais de consumo e de
apoio segundo as atividades. As escolas beneficiárias também recebem
conjuntos de instrumentos musicais e rádio escolar, dentre outros; e
referência de valores para equipamentos e materiais que podem ser
adquiridos pela própria escola com os recursos repassados.
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